Thursday, December 09, 2004


Ferias,finalmente,eu talvez infelizmente?Num tem nd basicamente pra faze,snem sei se vo viaja,como sempre ocorre,so meu pai q é sortuda q em julho vai pra europa e talvez em 2005 va pra china,ele vai a trabalho,mas de qualquer jeito é um sortudo do cassete!Por enquanto fico aki vendo tv,video game,magic e td mais,acho q vou num campeonato de yugioh,mas sem cards falsos meu deck é uma merda,mas fazer oq,num aceita card falsos,so me resta tentar conseguir card bonss,um dos,meu deck ate q é bom,mas num é otimo,mas vou tentar,eu e aquela garotas estamos num momento meio na corda bamba,ja q eu magoei ela e ela me magou,mas fizemos as pazes,talvez futuramente role alguma coisa....mas hj tbm vou postar um lenda japonesa

A lenda dos nobres Animais Signos - Parte 1

Texto e desenhos: Claudio Seto

Consta nos anais da Zenchikyô (seita Zenchi), com base na mitologia japonesa de origem Shintô, que o Zenchi no Mikoto, o Deus da Graça Divina, era a divindadez que coordenava as ações da “Roda do Destino da Humanidade”. Essa roda era composta por doze deuses e cada ano um deles regia o destino dos seres viventes na terra. Os doze deuses porém não tinham a paciência de esperar durante onze longos anos até que chegasse novamente sua vez de reger a terra. Assim como Zenchi no Mikoto e todos outros deuses da mitologia japonesa, os doze deuses dos signos moravam em Takama no Hara (Alta Planície Celeste) e gostavam de visitar Ashi Hara no Mizuho no Kuni (País dos Juncos e dos Campos das Espigas de Arroz – Hoje Japão) para reinar toda terra. Por isso os deuses viviam brigando entre eles porque todos os anos alguém queria vir no lugar de outro e nenhum deus podia vir à terra sem a autorização de Amaterassu Omikami, a Augusta Deusa Sol.
Houve também casos em que após o período anual de regência, os deuses não retornavam a Alta Planície Celeste (Takamá no Hara), abdicando de sua imortalidade, fixavam residência definitiva no País dos Campos das Espigas de Arroz. Isso acontecia porque, a terra era cheia de imprevistos e aventuras enquanto que a perfeita vida da Planície Celeste não oferecia os desafios que os deuses tanto amavam.
Zenchi no Mikoto resolveu então que deixaria a regência do ano por conta dos animais que viviam na terra e que de alguma forma contribuíam para o bem da humanidade. Pediu então a Ame no Wakahiko no Mikoto1, ou Jovem Divindade Celeste - que naquele ano estava residindo temporariamente na Terra, a serviço da deusa Amaterassu - que reunisse no próximo dia de Ano Novo, doze animais mais interessantes da Terra, no topo no Monte Fuji. Estes seriam condecorados com o título de Nobres Animais Signos e receberiam o direito de participar efetivamente do destino da humanidade.
Wakahiko convidou então o rato, o gato, o boi, o tigre, o coelho, o dragão, a serpente, a cabra, o macaco, o galo e o cachorro, pedindo que todos comparecessem sem falta no dia e local marcado. O rato ficou muito feliz com o convite e foi contar imediatamente para seu amigo gato. O gato estava muito orgulhoso de ter sido convidado, mas, ao mesmo tempo, preocupado pois temia perder a hora por causa de seu hábito dorminhoco. Fez então o rato prometer que o acordaria antes do nascer do sol, o primeiro sol do novo ano.
Apesar da euforia geral, na véspera de Ano Novo, enquanto o Coelho fazia motitsuki ou seja, socava o arroz glutinoso no pilão para fazer moti (bolinho da sorte) que levaria de lanche na subida ao Monte Fuji, Rato começou a imaginar que ele poderia ficar de fora do título de nobreza, pois em comparação com o gato, não passava de um insignificante animal. Seu amigo gato tinha o andar garboso, postura nobre, pêlos brilhantes e incrível agilidade. Pensando que com todos esses requisitos receberia todos os elogios do deus Zenchi no Mikoto, o rato resolveu que deixaria o bichano dormindo assim eliminaria um concorrente e poderia garantir sua vaga ao título de nobreza.
As sete horas da manhã do primeiro dia do Ano Novo, todos estavam enfileirados para o shiki (ritual) e receberam com reverência o Primeiro Sol do Ano. O deus Zenchi no Mikoto, com trajes brilhantes, barba e cabelos brancos e compridos, uma figura imponente e admirável, desceu do céu montado num cavalo alado e observou minuciosamente todos os animais. Logo notou que só tinha onze animais mesmo incluindo o seu cavalo e não doze conforme havia pedido. A esse respeito interrogou o guerreiro Wakahiko que por sua vez percebeu a ausência do gato e saiu atrás do primeiro animal que encontrasse pela frente para trazer ao topo do Monte Fuji.
Continua...

O deus-guerreiro descia em direção à aldeia e deparou-se com um javali. O animal assustado com o arco e flecha da divindade saiu correndo em direção do topo do Monte Fuji. Quando fugia esbaforido, o javali chegou onde outros animais estavam reunidos e juntou-se a eles para se esconder. Enquanto isso, o rato temendo passar despercebido pelo seu pequeno tamanho, subiu nas costas do boi e começou a tocar uma flauta para chamar a atenção. Realmente Zenchi no Mikoto ficou encantado com esse animal invulgar que apesar de ser o menor de todos deu o primeiro lugar na “Roda do Destino”. Diplomado o rato recebeu um tamá - bola de cristal espiritual que pertenceu a Ninigui no Mikoto , (Divino Neto Celeste) e que contém as características do signo - e um lindo traje em seda pura. Assim condecorado passou a ser chamado de o Nobre Rato. Depois Zenchi no Mikoto deu a segunda colocação ao boi, que apesar de grande e forte se mostrou generoso dei xando o rato montar em suas costas. O boi recebeu o tamá que pertenceu ao deus Tachi-kara-o no Kami, (Deus da Força Física) e igualmente um rico traje em seda pura, passando a ser chamado de o Nobre Boi.
O valentia do tigre valeu-lhea terceira colocação, que recebeu o diploma de Nobre Tigre, o traje e o tamá que pertenceu a Takehaya Suzano-o no Mikoto (Rebelde Deus Tempestade). O coelho por seu pêlo branco e fino ficou com o quarto lugar. Recebeu igualmente o traje de seda, o tamá que per-tenceu a Ookuni Nushi no Mikoto (Divindade Grande Mestre da Terra), e a diplomação de Nobre Coelho. O dragão com seu poder de comandar as águas ficou em quinto, recebeu o traje de seda, o tamá que pertenceu a Shiyo-zushi no Kami (Divindade das Águas e do Mar) e condecorado com o título de Nobre Dragão. A serpente ficou em sexto lugar devido a sua pele brilhante e o corpo sinuoso. Recebeu a honraria de Nobre Serpente, o traje de seda pura e o tamá que pertenceu a divindade Kami Mussubi no Kami. O cavalo em sétimo por causa de seu porte elegante, recebeu o traje de seda pura, a bola de cristal contendo as características do signo que pertencia a divindade Hachiman Kami (Deus da Guerra), e foi outorgado com o título de Nobre Cavalo. A cabra ficou com a oitava colocação por causa de seus chifres fortes. Como os outros recebeu o luxuoso traje, o tamá de Tsukiyomi no Mikoto (Deus Lua) e o diploma de Nobre Cabra. O macaco pela agilidade e esperteza ficou com o nono lugar. Por ser o mais parecido com os humanos recebeu a bola de cristal de Amaterassu Omikami (Augusta Deusa Sol), o traje e o título de Nobre Macaco. O galo que tinha penas bonitas ficou com o décimo lugar. Recebeu o tamá que pertenceu Ayakashikome no Kami (Deus da Admirável Perfeição), o traje de seda e o título de Nobre Galo. O Cachorro vigilante e protetor ficou com o décimo primeiro lugar. Como os demais, recebeu o traje de seda, o título de Nobre Cachorro e o tamá que pertenceu a Kuni-no Tokotachi no Kami (Deus Eternamente Residente na Terra). Por fim, o javali que chegou ofegante (por isso até hoje tem a respiração forte) ficou com o décimo segundo lugar em reconhecimento ao seu esforço. Assim este animal, ingenua-mente recebeu o título de Nobre Javali, sem mesmo saber o que estava acontecendo. Terminado a cerimônia onde todos receberam a sagrada bola de cristal contendo as característica dos signos, trajes finos em seda pura e o título de nobreza, o gato chegou correndo. Implorou a divindade Wakahiko que deixasse falar com o deus Zenchi no Mikoto, porém era tarde demais. Zenchi já tinha retornado a Alta Planície Celeste. Quando o gato viu o Nobre Rato todo chique e no primeiro lugar da fila, atirou-se sobre ele com intenção de acabar com sua raça, por não tê-lo acordado conforme prometera. É por isso que, ainda hoje, gatos e ratos não conseguem ser amigos.

::Por Roronoa Zoro - 9:27 AM


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